Profilaxia e orientação higiene oral
Para realizar a profilaxia utilizamos um evidenciador de placas bacterianas especial, que diferencia através de três cores distintas por diversos tipos de placas: recentes, maduras e as que estão produzindo o ácido, causador da cárie.
Dessa forma podemos identificar o grau de higiene oral e o risco do do paciente desenvolver cáries ou doenças gengivais.
Essa é maneira mais simples e eficaz de realizar a instrução de higiene oral e a remoção dessas películas bacterianas.
Para essa limpeza e ou raspagem não utilizamos o jatos com partículas abrasivas, assim, ao final teremos uma superfície lisa e isenta de placas e cálculos gengivais (tártaro).
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A boa notícia é de que o mau hálito tem cura.
Normalmente atribuída ao estômago, a halitose, em 95% dos casos, tem sua origem na boca. O hálito que expelimos durante a fala vem dos pulmões, e não do estômago. Ao passar pela cavidade oral, estando essa com algum problema, o odor será exalado durante a fala e expiração.
Apenas para deixar mais fácil o entendimento de que o mau hálito não vem do estômago, basta se lembrar de que o arroto é o odor estomacal, e ele não é exalado constantemente.
O maior problema da halitose é que o portador não é capaz de senti-la e a maioria das pessoas que convivem com o portador do problema, se sentem constrangidas em informa-lo. Por esse motivo dizemos aos nossos pacientes que peçam um “nariz emprestado”, perguntando para parentes ou amigos próximos, como está o seu hálito. Um problema inverso é a halitofobia ou halitose psicogênica, que ocorre quando a pessoa imagina estar com o hálito ruim e acaba se afastando do convívio social. O gosto ruim ou a boca seca podem induzir a pessoa a imaginar que está com mal hálito, portanto, neste caso também se torna extremamente importante pedir a opinião de pessoas próximas.
Várias são as causas do mal odor bucal e dentre as mais comuns encontramos a saburra lingual (placa bacteriana aderida), doenças da gengiva, má higienização bucal, restaurações ou próteses que favoreçam o acúmulo de placas bacterianas.
Sem dúvida alguma a origem principal do mal hálito é a saburra lingual. Essa placa lingual pode ser formada por fatores bucais, mas também pode ter sua origem em problemas nasais ou refluxo gastroesofágico, dentre outros.
Os fatores que originam língua saburrosa devem ser identificados e eliminados, sempre que possível, mas é necessário que se saiba higienizar corretamente a língua. Na maioria dos pacientes, a correta higienização da língua, pelos métodos disponíveis, como os raspadores linguais é totalmente ineficiente, seja pela presença de ânsia de vômito ou por papilas fungiformes, presentes nessa estrutura anatômica. Normalmente a ponta e o meio da língua não necessitam de limpeza pois o atrito com os dentes e o palato duro são suficientes para que estas regiões estejam livres de saburra.
Não há uma especialidade odontológica para tratar o mau hálito. Fazemos parte da primeira turma capacitada (ano de 2000) pela Doutora Olinda Tárzia, uma das maiores autoridades mundiais neste tema.